A Amazônia tinha, em 2008 segundo o Estudo da demografia da base científica e técnica brasileira, menos de 1% de todos os doutores titulados no Brasil entre 1996 e 2008 (0,77%) e menos de 0,5% na área de ciências sociais aplicadas bem como não há nenhum doutorado em Economia na Região. Isto é, 59% do território nacional é uma região na sua maior parte com baixo ou médio desenvolvimentohumano, convivem com a carência de formação de mão de obra qualificada.

Por outro lado, a Amazônia também é uma fronteira de recursos e espaço privilegiado da expansão da produçãoa gropecuária, mineral e energética do Brasil, aspectos que convivem ao mesmo tempo com uma das regiões de maior diversidade biológica do planeta e com as principais fontes de emissão de CO2 (e outros gases de efeito estufa) pela mudança do uso da terra do país. Estas contradições e complexidade tornam a Amazônia um espaço privilegiado para estudo, não é por acaso que um dos maiores projetos internacionais de pesquisa e cooperação feitos pelo Brasil nos últimos anos (o experimento de larga escala de biosfera-atmosfera) tinha como foco a interação da Amazônia com o Clima Global.

No debate acadêmico global recente o tema Amazônia aparece apenas predominantemente como fator, ou componente físico, potencial gerador de instabilidade no sistema biogeofísico global. O debate sobre o desenvolvimento econômico da Amazônia, quando há na literatura acadêmica contemporânea, tem sido em sua maior parte subordinado ao tema das mudanças climáticas ou da biodiversidade, e não à temática do seu desenvolvimento. Preencher esta lacuna é um compromisso claro do programa de pós-graduação em Economia da UFPA (PPGE-UFPA)